Colin Kaepernick e Eric Reid chegam em acordo em processo contra a NFL


Colin Kaepernick, ex-quarterback do San Francisco 49ers, e Eric Reid, safety do Carolina Panthers, chegaram a um acordo com a National Football League relacionado às suas queixas de conluio contra a liga e os proprietários de time.

O anúncio do acordo foi realizado na tarde desta sexta-feira (15).

“Nos últimos meses, os advogados do Sr. Kaepernick e do Sr. Reid engajaram em um diálogo contínuo com representantes da NFL”, afirmou o advogado Mark Geragos e a NFL, em comunicado conjunto emitido nesta sexta. “Como resultado dessas discussões, as partes decidiram resolver as queixas pendentes. A resolução deste assunto está sujeita a um acordo de confidencialidade para que não haja mais nenhum comentário de qualquer uma das partes”, completou.

Kaepernick apresentou uma queixa no meio de 2017 sob o acordo coletivo de trabalho alegando conluio para que ele não arranjasse um novo emprego da NFL.

A queixa, que exigiu uma audiência sobre o assunto, dizia que a NFL e seus proprietários “conspiraram para privar Kaepernick dos direitos trabalhistas em retaliação à liderança e defesa de Kaepernick por igualdade e justiça social, e por sua conscientização para instituições peculiares que ainda estão minando a igualdade racial nos Estados Unidos”.

Roger Goodell, comissário da NFL, juntamente com vários proprietários e pelos menos outros dois executivos da liga, foram selecionados para depoimentos e solicitados a disponibilizar todos os registros de celulares e e-mails em relação ao caso de Kaepernick contra a NFL, como disse uma fonte ao jornalista Adam Schefter, da ‘ESPN’ norte-americana, em novembro do ano passado.

Kaepernick não acionou a NFL Players Association (NFLPA) ao apresentar a queixa, mas contratou Geragos, que já representou vários famosos, entre eles Michael Jackson, Jeremy Mayfield, ex-piloto da NASCAR, e o músico Chris Brown.

A NFLPA ofereceu seu apoio a Kaepernick e reiterou sua prontidão para ajudá-lo, “como fazemos com todos os jogadores”.

A NFL disse nessa sexta que, ainda que não saiba os detalhes do acordo, apoia a decisão de Kaepernick e Reid.

“Nós apoiamos continuamente Colin e Eric desde o início de seus protestos, participamos com seus advogados durante todo o processo e estávamos preparados para participar do próximo julgamento em busca da verdade e da justiça pelo que acreditamos que a NFL e seus clubes fizeram a eles. Estamos contentes que Eric tenha conseguido um emprego e um novo contrato, e continuamos a esperar que Colin também tenha a oportunidade”, afirmou a associação dos jogadores da liga, em nota oficial.

Kaepernick chamou a atenção em 2016 ao se ajoelhar durante a execução do hino dos EUA antes dos jogos para protestar contra as injustiças sociais e raciais no país. Sua decisão gerou uma onda de protestos ao redor da liga, mas também foi duramente criticada por muitos, incluindo o presidente Donald Trump.

O QB não fez parte do elenco de nenhum time da NFL desde março de 2017, quando ele saiu de seu contrato com os 49ers.

Em 2016, Reid foi o primeiro jogador a se juntar a Kaepernick no ato de se ajoelhar durante o The Star-Spangled Banner para protestar contra a desigualdade racial e a brutalidade da polícia.

Em maio, a NFLPA entrou com uma queixa de conluio contra a NFL em nome de Reid, alegando que os donos de time e a liga, influenciados pelo presidente Donald Trump, fizeram um complô para evitar que ele conseguisse um novo emprego na liga.

Reid, que passou as cinco temporadas anteriores vestindo o San Francisco 49ers, estava desempregado boa parte da temporada 2018 até que os Panthers o contrataram depois que o safety Da’Norris Searcy foi colocado na injured reserve.

No começo desta semana, ele assinou um novo contrato de três anos com os Panthers, com valor de US$ 22 milhões.

Em 13 jogos com a camisa dos Panthers na temporada 2018, ele somou uma interceptação, um sack, cinco passes desviados e 71 tackles combinados.

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